JOAQUIM MÁXIMO DE CARVALHO JÚNIOR
"Meu Caro Santino
Boa tarde.
Acabo de ler os dois primeiros contos do seu livro – Na fazenda e Outro motivo, os quais, sobretudo o último, me causaram agradável emoção estética.
O seu desenho é colorido e vigoroso, avultando às vezes no conjunto altos relevos que são de uma ótimo efeito de perspectiva. Juntando-se a isso um vernáculo escorreito, a que não falta o pitoresco sainete da expressão regional, que dá à paisagem, caracterizando-a uma acentuada cor local, teremos as linhas mestas do seu estilo, cuja cintilação me sugere esta pergunta: Por que não tenta a novela ou o romance? Acho que você deve sair novamente de dentro de si mesmo.
Com amizade e admiração,
Carvalho Júnior
Crato, 19-10-1931"
Carta de Joaquim Máximo de Carvalho Júnior a Santino Gomes de Matos
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Joaquim Máximo de Carvalho Júnior (Granja, 22 de março de 1895 – Rio de Janeiro - 18 de agosto de 1959). Advogado, foi promotor de justiça, magistrado e ministro do Tribunal Superior do Trabalho. Como Secretário de Estado do Interior e Justiça, nos anos 1920 e 1930, estabeleceu fortes laços culturais e intelectuais com o município do Crato. Poeta e estudioso de assuntos filológicos, foi da Academia Cearense de Letras.
Profundo estudioso de assuntos filológicos, Carvalho Júnior dividia seu tempo entre as funções jurídicas, o magistério e a literatura.
