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SONETO DA AUSÊNCIA – Santino Gomes de Matos
Eu – "nesta Costa d'África do Mundo", como dizia o magoado Nobre, sinto baixar a noite, em que me afundo, quando a distância o teu olhar me encobre. A cena do contraste fere fundo. Ai tão rico e por aqui tão pobre do sol qe se irradia almo e jucundo de ti, do teu amor – ouro sem cobre. A suadade, porém, anjo da guarda que vela pela sorte dos ausentes, ao meu lado, solícita, não tarda. E a sombra luminos domeu lar – tu e Cléo e Evandrinho aqui presentes – em via-láctea, se abr
DISCURSO-POEMA – TRIBUTO A FIDÉLIS REIS – SANTINO GOMES DE MATOS
Discurso proferido quando da denominação da avenida com o nome do ilustre uberabense Avenida Fidélis Reis Por Santino Gomes de Matos O que em vida se chamou Fidélis Reis, e incorporou o seu nome ao ideal do Brasil redimido pelo trabalho, como a primeira virtude do homem e a grandeza máxima da terra, dentro das coordenadas do nosso destino; o que em vida se chamou Fidélis Reis e pôs na alma a divisa de luz dos Cruzados do Progresso, e pôs no gesto criador a realidade das
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