SONETO DA AUSÊNCIA – Santino Gomes de Matos
15 de set.
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Eu – "nesta Costa d'África do Mundo",
como dizia o magoado Nobre,
sinto baixar a noite, em que me afundo,
quando a distância o teu olhar me encobre.
A cena do contraste fere fundo.
Ai tão rico e por aqui tão pobre
do sol qe se irradia almo e jucundo
de ti, do teu amor – ouro sem cobre.
A suadade, porém, anjo da guarda
que vela pela sorte dos ausentes,
ao meu lado, solícita, não tarda.
E a sombra luminos domeu lar
– tu e Cléo e Evandrinho aqui presentes –
em via-láctea, se abre, a consolar.
Caminho de poeira e solavancos de Toribaté, em 2 de agosto de 1948.
Santino Gomes de Matos
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