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SONETO DA AUSÊNCIA – Santino Gomes de Matos

15 de set.
1 min de leitura

Eu – "nesta Costa d'África do Mundo",

como dizia o magoado Nobre,

sinto baixar a noite, em que me afundo,

quando a distância o teu olhar me encobre.


A cena do contraste fere fundo.

Ai tão rico e por aqui tão pobre

do sol qe se irradia almo e jucundo

de ti, do teu amor – ouro sem cobre.


A suadade, porém, anjo da guarda

que vela pela sorte dos ausentes,

ao meu lado, solícita, não tarda.


E a sombra luminos domeu lar

– tu e Cléo e Evandrinho aqui presentes –

em via-láctea, se abre, a consolar.


Caminho de poeira e solavancos de Toribaté, em 2 de agosto de 1948.

Santino Gomes de Matos


©2023 – Todos os direitos reservados. Permitida a divulgação, desde que citada a autoria. 


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