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CLÁUDIO DE SOUZA

12 de out. de 2022
1 min de leitura

Atualizado: há 2 dias


"Rio, 4 de março de 1940.


Santino Gomes de Matos


Prezado confrade,


Acabo de ler seu livro Oração dos Humildes. Preliminarmente, devo dizer-lhe que nunca consegui escrever um verso e reconheço-me incapaz de fazê-lo. Não entendo de metros poéticos. Espírito independente, aprecio espaço diante de minha pena. A restrição da matemática poética me é impossível, por temperamento. Assim, pois, meu juízo acerca de versos não tem outro valor que o de traduzir a comoção que eles me provocam. E no seu livro encontrei muitas belezas que me trouxeram suaves impressões de arte. Venho agradecer-lhe essas doces impressões.


Queira aceitar a expressão do meu reconhecimento e meus cumprimentos,


Cordialmente,


Claudio de Souza"


Carta de Cláudio de Souza a Santino Gomes de Matos

Cláudio Justiniano de Souza (São Roque, 20 de outubro de 1876 – Rio de Janeiro, 28 de junho de 1954). Médico, orador, escritor e dramaturgo brasileiro, de renome internacional, com mais de 60 obras de relevo. Estudou medicina no Rio de Janeiro. Depois de formado, mudou-se para São Paulo, onde exerceu clínica médica e lecionou na Faculdade de Farmácia. Desde os 16 anos escrevia para jornais cariocas como O Correio da Tarde e A Cidade do Rio. Em São Paulo, escrevia sob pseudônimo, como Mário Pardal. Em 1909, ao lado de outros intelectuais, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Presidiu a instituição em duas ocasiões, 1938 e 1946.







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