top of page

DÉCIO SILVEIRA PINTO DE MOURA

1 de mar. de 2024
1 min de leitura

Atualizado: há 2 dias


"São Paulo, 23 de fevereiro de 1946.


Saudações cordiais.


Na última vez em que estive com meu amigo José Lucas, estivemos a conversar sobre escritos e escritores. A prosa vagueava tanto enquanto também vagueávamos pelas ruas, mas centralizou-se, em seguida à nossa entrada na biblioteca, sobre um livro que eu não conhecia: Oração dos Humildes.


Lemos juntos várias poesias, porém eu não queria esquecê-las e foi por isso que naquela noite levei comigo o livro, por especial favor do meu companheiro.


Li-o, ou melhor, quase decorei-o, pois gostei e imensamente. Já devolvi o livro.


Já devolvi o livro. Procurei debalde em muitas livrarias, assim como também outras obras do mesmo autor; não me satisfizeram no desejo de possuí-las.


Tomado de impaciência, aqui vai esta buscar diretamente informes sobre quais os outros escritos de V. Sa. e as respectivas editoras.


Dedico toda a admiração ao porta-voz da Oração dos Humildes, desejando que ela seja cada vez mais ardente...


O Santo, um dia, acrescentará mais uma bem-aventurança no livro do Tempo:

– Bem-aventurados os humildes, porque deles será a paz... e o coração da humanidade.


Desde já muito agradecido, os meus mais sinceros protestos de estima e consideração.


Décio"


Carta de Décio Silveira Pinto de Moura a Santino Gomes de Matos

Décio Silveira Pinto de Moura. Psiquiatra, catedrático da Unicamp, revolucionou sistemas de tratamento psiquiátrico. Foi também jornalista e escritor.







bottom of page