MONSENHOR MANOEL FLEURY CURADO
Atualizado: há 2 dias
"Patos de Minas, 13 de janeiro de 1965.
Meu prezado Amigo, Prof. Santino.
Cordiais saudações com os votos de muitas bênçãos divinas para o Sr. e toda Família o decorrer deste ano de 1965.
Embora com algun retardo, mas no cumprimento do dever sempre em tempo, venho agradecer ao Ilustre Amigo pelo belo presente com que me distinguiu, enviando-me com aquela tão expressiva dedicatória a sua publicação Por que Maquinaria e nunca Maquinário.
Com muito prazer li a substanciosa brochura – razões de uma polêmica – e lhe digo com sinceridade que aprendi melhor a nossa complicada língua.
Gostei da sua maneira de fazer polêmica, sem rancor, sem recriminações, dentro da questão que não é dogmática nem hierárquica, mas sim uma polêmica gramatical.
O Sr. soube argumentar com muita argúcia, baseando-se na lógica linguística e nos mais recentes estudos sobre a gênese do nosso idioma. A sua polêmica faz lembrar aquela de nosso imortal Ruy Barbosa com o seu antigo professor, na questão da redação do Código Civil Brasileiro, que produziu esplêndidos resultados para os estudiosos do português.
Aceite, pois, embora tardiamente, os meus agradecimentos, envoltos às minhas felicitações pela sua substanciosa publicação, que li atentamente e gostei.
Com os meus cumrientos e votos de saúde, paz e prosperidade na bênção de Nosso Senhor, envio-lhe o meu cordial braço.
Do amigo atento e grato,
Monsenhor M. Fleury Curado"
Carta de Monsenhor Fleury a Santino Gomes de Matos
Monsenhor Manoel Fleury Curado. (Corumbá de Goiás,18 de fevereiro de 1887 – Patos de Minas, 2 de julho de 1981). Tendo completado sua formação sacerdotal em Roma, voltou ao Brasil em 1912. Passou por diversas paróquias. Em todas, deixou um indiscutível legado, tanto em Araguari, Uberaba como Patos de Minas, sendo lembrado por suas força de trabalho, por suas obras, que buscavam o bem-estar social e religioso dos paroquianos.

