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FAZ DE CONTA – Santino Gomes de Matos

12 de jul. de 2022
1 min de leitura

Atualizado: 2 de set.

Faz de conta que vale.

E as cintas vazias dos maços de cigarro

ficavam valendo cem mil réis!

Faz de conta que não vale...


E eu vou pela vida, aos trancos, aos esbarrões.

Fecho os olhos para não ver.

Quero enganar-me.


Faz de conta que não dói,

que é de brinquedo, que não vale.

Faz de conta que sou feliz.

Mas o "faz de conta" agora não produz milagres.


As dores continuam a doer

e eu vejo como é inútil, agora,

um tesouro de cédulas de cigarro.

Do livro Oração dos Humildes

©2023 – Todos os direitos reservados. Permitida a divulgação, desde que citada a autoria.


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